quinta-feira, 9 de maio de 2013

O Peso e a leveza entre amor e ódio

Fácil mesmo é odiar. A III Lei de Newton diz que “toda ação terá uma reação de igual intensidade, mas em sentido oposto”, assim sendo, odiar é pura física. Outrossim, é prático: se você odeia, basta manter a distância e seguir adiante. Já o amor é o polo positivo da dualidade moralmente falando e, para ser franca, amar faz bem em uma análise geral. Contudo não é fácil. Se me permite o pleonasmo, amar é a maior prova de amor que um ser humano pode demonstrar a outro. Porque amar é abdicar de si mesmo, é renunciar a todas as suas defesas, expor-se emocionalmente aos preceitos de outro que diariamente te magoando, enquanto amado, vai lhe exigir, na mesma intensidade um exercício diário e doloroso de perdão. Amar é rasgar o próprio peito e dar o coração nas mãos de quem que vai te levar onde quer que vá, queira ou não, saiba ou não. É uma decisão peculiar de separar o coração do corpo e deixá-lo vagar por esse mundo sem que nada nos garanta sua segurança, é tomar para si as dores e responsabilidades de outra alma, outro corpo, é primar pela realização alheia em detrimento da própria felicidade e é relevar. Oh meu Deus, quanto temos que relevar! Amar é zerar os contadores todas as manhãs, esquecer as mágoas e os desapontamentos mesmo que se repitam, é viver dentro dos próprios limites, transbordando com frequência. Amar é compreender o inadmissível como meramente possível, é acatar as liberdades alheias por mais que te desagradem. Amar ao outro e amar a si próprio é virtude de poucos, é preciso grande serenidade para viver a dimensão do perdão e da relevância diariamente sem que isso afete o amor próprio. O amor é um sentimento rude para com quem o oferta que pode ser compensado pela reciprocidade, mas nem sempre acontece, porque as pessoas dificilmente amam na mesma intensidade e, nessa formula insana, quem mais oferta amor é igualmente quem mais sofre. Amor é entrega, renuncia. Abdicação, abnegação e perjúrio de si mesmo e seu próprio bem estar. O amor tudo tolera no outro! Quem ama está sempre à mercê... Feliz de quem teve a boa sorte de amar a pessoa certa, cujos caprichos nunca serão conflitantes com o amor que recebem.
Por fim, amar é um exercício pesado, cruel e diário de manter-se em si quando na verdade já se vive o outro.


20 comentários:

  1. Otima definição "manter-se em si quando na verdade já se vive o outro", é complicado e somos muito covardes, deve ser por isso que anda em falta.
    Logo estarei aí, vamos ajuntar a galera e lembrar os velhos tempos? rs

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  2. "Fácil mesmo é odiar." Não. Fácil mesmo é amar, pois quando se amar simplesmente se ama. Não se sabe o porquê, o quando, o onde, o como, o pra que, enfim, não se escolhe e nem se compra. Amar é pura vontade, "é ter com quem nos mata lealdade". É fugir da vida, das consequência que tais atitudes...

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  3. "ter com quem nos mata, lealdade"...

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  4. "Se tão contrário a si é o mesmo amor?"

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  5. "É um não querer mais que bem querer"

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  6. "...amar é um exercício pesado, cruel e diário de manter-se em si quando na verdade já se vive o outro"

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  7. "O Amor não é amado!"

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  8. Por quem não sabe amar...

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  9. Por quem não sabe perdoar...

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  10. por quem precisa de perdão como uma necessidade cotidiana...

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  11. É perdoando que se é perdoado...

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  12. ou perdoando que se passa a ser explorado

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  13. Pelo que vejo o amor não está acima de tudo
    para você!

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  14. Engano seu, está sim! Só não está acima do meu amor próprio.

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  15. 1° lugar : AMOR PRÓPRIO
    2° lugar : amor?

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  16. Não me importo,
    depois conversamos sobre isso,
    pois tenho que ler "Relacionamentos Modernos"...

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  17. Considere-me apenas um seguidor...

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  18. ok seguidor que lê Milton Santos e faz Geo na UEMS. ;)

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