segunda-feira, 30 de setembro de 2013

AFINAL, O QUE QUEREM AS MULHERES?

H
oje, com 30 anos eu posso finalmente falar sobre as mulheres, pelas mulheres, como uma mulher. Porque é fato que até então, pensava, sentia e agia como uma menina e, de repente, as coisas mudaram de perspectiva. Não, eu não mudei, eu comecei a me descobrir.

A
 primeira pergunta que vem a tona quando falamos sobre relacionamentos é: “Mas afinal, o que querem as mulheres?” Eu sinto muito, mas nem nós mesmas sabemos o que queremos, isso porque nossas vontades são relativas ao ambiente e ao tempo que nos cerca, o que antes não era interessante pode passar a ser atrativo, ou o contrário. Mas calma, nem tudo está perdido, nós sabemos exatamente o que não queremos e, finalmente nos sentimos seguras o suficiente para admitir aquilo que precisamos. Acredito que saber o que não queremos e o que precisamos já é um grande avanço!

H
omens: nós precisamos de vocês! Mas não os queremos imaturos, cheios de inseguranças e medos que seriam característicos a nós. Não os queremos dentro de compromissos forjados, forçados, com horários pré-estabelecidos e cobranças sem fim. Já passamos dessa fase, agora precisamos de homens que simplifiquem em vez de complicar, que deixem rolar naturalmente, pois, o que houver de ser, será gradualmente e não por pressão. É hora de entender que nós também nos afastamos quando sentimos que algo ameaça a nossa independência material ou emocional tanto e tanto almejada na juventude. Não ligamos tanto para a aparência e nem um pouco para o que trás na carteira. Já passou o tempo que em queríamos luxo, hoje, conforto e simplicidade são palavras de ordem para manter um relacionamento que perdure (vale enfatizar que relacionamento a partir dos 30 deixa de ser aquele namoro clássico, é algo que transcende às cobranças e obrigações, fundamentado na amizade, na lealdade, na admiração, na independência, no sexo e na parceria).

C
ompreendemos que todas as diferenças podem ser solucionadas quando se tem uma boa comunicação e não queremos ter ao nosso lado alguém que fala em códigos ou que se utiliza de joguinhos para passar a sua mensagem. Este comportamento definitivamente não nos atrai. Nós temos maturidade para falar abertamente sobre nossas emoções, nossos afetos e sentimentos sem que isso se torne constrangedor e, precisamos que a reciproca seja verdadeira. Em outras palavras, nós também não adivinhamos o que vocês querem homens, portanto, precisamos conversar. Concorda?

A
té aqui, recapitulando: não queremos relacionamentos forçados; precisamos de simplicidade, naturalidade e comunicação. Homens, se vocês soubessem o quanto se tornam charmosos quando apresentam esse comportamento simples e natural...

C
omportamento: nosso parceiro, ou cumplice – numa alusão mais próxima da realidade – não pode ser aquele que encena, que utiliza-se de artifícios ou posturas que não são parte da sua personalidade ou cotidiano, não queremos ser impressionadas desta forma. No comportamento procuramos encontrar traços que corroborem a sua criatividade, simplicidade, romantismo, cavalheirismo, atitude e criatividade. Peraí, romantismo?! Sim, mesmo para aqueles relacionamentos de uma noite, é primordial que haja romantismo de ambas as partes, que seja sutil, mas que se faça presente, porque a gente nunca sabe quando é que um encontro de uma única noite pode evoluir para um relacionamento bacana. E não é só isso, romantismo é uma necessidade, mulheres são carentes natas, então respeitando nossa condição natural de sensibilidade, seja sempre ‘moderadamente’ romântico – moderadamente porque não queremos absolutamente NADA em excesso.

M
uitas vezes em um único gesto, um homem é capaz de mostrar todos os atributos que agradam uma mulher, estou falando de coisas simples, daquele velho agir naturalmente, mas demonstrando sempre a atenção que merecemos, falando e ouvindo na mesma medida, interessando-se pelos nossos interesses. Tem que ser gentil e ter bom humor. Uma conversa agradável e despretensiosa também é essencial. Acredite que elegância não tem nada a ver com dinheiro, mas com o seu comportamento, com atitudes acertadas.

C
uidado com as surpresas, nós as adoramos, mas devo lembrar que tudo deve ser moderado, desde o romantismo, passando pelas surpresas e, até mesmo os elogios. Sim, nunca deixe de nos elogiar, é uma forma respeitosa e discreta de dizer que realmente presta atenção em nós. Pequenos mimos também são sempre bem-vindos. Demonstrações de afeto são fantásticas desde que não sejam exageradas e em público precipitadamente. Lembrem-se homens que demonstrar afeto não significa “eu te amo”, portanto, está liberado!

A
tente para a sua linguagem corporal, porque nós estaremos atentas e nisso vocês acabam se contradizendo com frequência. E, já que estamos falando de corpo, falar de sexo é inevitável... Primeira coisa que vocês precisam saber é que nós queremos sexo tanto quanto e, queremos no primeiro encontro, no segundo, a noite toda, durante a madrugada e no banho quando acordarmos... ficou claro? Então, não precisa forçar porque vai acontecer! Relaxe e aproveite o que rolar antes, não estrague os momentos que para nós são relevantes com a sua ansiedade. Outra coisa importante é que vocês saibam que agora que nós conhecemos o nosso corpo, não é qualquer tipo de sexo que nos satisfaz. Tem de ser aquele de entrega mútua, onde as duas pessoas presentes estão em perfeita sintonia, sem pressa.
E

 mais, mulheres não são todas iguais.

4 comentários:

  1. É INEVITÁVEL NÃO COMETAR ESSA POSTAGEM...

    FOSTES ESCRITAS COM UM BRILHO E AUTENTICIDADE DE UMA MULHER QUE PARECE CONHECER A SI MESMA...
    SUAS PALAVRAS SÃO DIGNAS DE APLAUSOS...

    OBSERVO MUITA SINCERIDADE E MATURIDADE EM SEU TEXTO


    ESPERO QUE CONTINUE ASSIM, SIGA EM FRENTE...

    MULHER: NÃO É UMA PALAVRA, UM SUBSTANTIVO...

    MULHER É POESIA
    É VIDA
    É LIBERDADE...

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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