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H
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oje, com 30 anos eu posso finalmente falar
sobre as mulheres, pelas mulheres, como uma mulher. Porque é fato que até
então, pensava, sentia e agia como uma menina e, de repente, as coisas mudaram
de perspectiva. Não, eu não mudei, eu comecei a me descobrir.
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A
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primeira
pergunta que vem a tona quando falamos sobre relacionamentos é: “Mas afinal, o
que querem as mulheres?” Eu sinto muito, mas nem nós mesmas sabemos o que
queremos, isso porque nossas vontades são relativas ao ambiente e ao tempo que
nos cerca, o que antes não era interessante pode passar a ser atrativo, ou o
contrário. Mas calma, nem tudo está perdido, nós sabemos exatamente o que não
queremos e, finalmente nos sentimos seguras o suficiente para admitir aquilo
que precisamos. Acredito que saber o que não queremos e o que precisamos já é
um grande avanço!
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H
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omens: nós precisamos de vocês! Mas não os
queremos imaturos, cheios de inseguranças e medos que seriam característicos a
nós. Não os queremos dentro de compromissos forjados, forçados, com horários
pré-estabelecidos e cobranças sem fim. Já passamos dessa fase, agora precisamos
de homens que simplifiquem em vez de complicar, que deixem rolar naturalmente,
pois, o que houver de ser, será gradualmente e não por pressão. É hora de
entender que nós também nos afastamos quando sentimos que algo ameaça a nossa
independência material ou emocional tanto e tanto almejada na juventude. Não
ligamos tanto para a aparência e nem um pouco para o que trás na carteira. Já
passou o tempo que em queríamos luxo, hoje, conforto e simplicidade são
palavras de ordem para manter um relacionamento que perdure (vale enfatizar que
relacionamento a partir dos 30 deixa de ser aquele namoro clássico, é algo que
transcende às cobranças e obrigações, fundamentado na amizade, na lealdade, na
admiração, na independência, no sexo e na parceria).
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C
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ompreendemos que todas as diferenças podem
ser solucionadas quando se tem uma boa comunicação e não queremos ter ao nosso
lado alguém que fala em códigos ou que se utiliza de joguinhos para passar a
sua mensagem. Este comportamento definitivamente não nos atrai. Nós temos
maturidade para falar abertamente sobre nossas emoções, nossos afetos e
sentimentos sem que isso se torne constrangedor e, precisamos que a reciproca
seja verdadeira. Em outras palavras, nós também não adivinhamos o que vocês
querem homens, portanto, precisamos conversar. Concorda?
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A
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té aqui, recapitulando: não queremos
relacionamentos forçados; precisamos de simplicidade, naturalidade e
comunicação. Homens, se vocês soubessem o quanto se tornam charmosos quando
apresentam esse comportamento simples e natural...
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C
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omportamento: nosso parceiro, ou cumplice –
numa alusão mais próxima da realidade – não pode ser aquele que encena, que
utiliza-se de artifícios ou posturas que não são parte da sua personalidade ou
cotidiano, não queremos ser impressionadas desta forma. No comportamento
procuramos encontrar traços que corroborem a sua criatividade, simplicidade,
romantismo, cavalheirismo, atitude e criatividade. Peraí, romantismo?! Sim,
mesmo para aqueles relacionamentos de uma noite, é primordial que haja
romantismo de ambas as partes, que seja sutil, mas que se faça presente, porque
a gente nunca sabe quando é que um encontro de uma única noite pode evoluir
para um relacionamento bacana. E não é só isso, romantismo é uma necessidade,
mulheres são carentes natas, então respeitando nossa condição natural de
sensibilidade, seja sempre ‘moderadamente’ romântico – moderadamente porque não
queremos absolutamente NADA em excesso.
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M
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uitas vezes em um único gesto, um homem é
capaz de mostrar todos os atributos que agradam uma mulher, estou falando de
coisas simples, daquele velho agir naturalmente, mas demonstrando sempre a
atenção que merecemos, falando e ouvindo na mesma medida, interessando-se pelos
nossos interesses. Tem que ser gentil e ter bom humor. Uma conversa agradável e
despretensiosa também é essencial. Acredite que elegância não tem nada a ver
com dinheiro, mas com o seu comportamento, com atitudes acertadas.
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C
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uidado com as surpresas, nós as adoramos, mas
devo lembrar que tudo deve ser moderado, desde o romantismo, passando pelas
surpresas e, até mesmo os elogios. Sim, nunca deixe de nos elogiar, é uma forma
respeitosa e discreta de dizer que realmente presta atenção em nós. Pequenos
mimos também são sempre bem-vindos. Demonstrações de afeto são fantásticas
desde que não sejam exageradas e em público precipitadamente. Lembrem-se homens
que demonstrar afeto não significa “eu te amo”, portanto, está liberado!
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A
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tente para a sua linguagem corporal, porque
nós estaremos atentas e nisso vocês acabam se contradizendo com frequência. E,
já que estamos falando de corpo, falar de sexo é inevitável... Primeira coisa
que vocês precisam saber é que nós queremos sexo tanto quanto e, queremos no
primeiro encontro, no segundo, a noite toda, durante a madrugada e no banho
quando acordarmos... ficou claro? Então, não precisa forçar porque vai
acontecer! Relaxe e aproveite o que rolar antes, não estrague os momentos que
para nós são relevantes com a sua ansiedade. Outra coisa importante é que vocês
saibam que agora que nós conhecemos o nosso corpo, não é qualquer tipo de sexo
que nos satisfaz. Tem de ser aquele de entrega mútua, onde as duas pessoas
presentes estão em perfeita sintonia, sem pressa.
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E
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mais,
mulheres não são todas iguais.


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