quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Presença


Dias atrás eu conheci alguém...
Conheci a pessoa que, não sei como, consegui viver até agora e sem a qual não há chance de existência nunca mais. Conheci e me encantei... É doce, é alegre e cheia de esperanças, é tranqüila, de uma paz que eu nunca imaginei no mundo. Ela é toda sorrisos por onde vai, é gentil, acredita nas pessoas, acredita que tudo pode um dia mudar e que não há motivos pra desespero mesmo que as vezes a situação pareça desfavorável.Incrivelmente contagiante, cheia de fé. Ela é companheira pra qualquer loucura, mas ajuizada o suficiente pra cuidar de mim como ninguém mais alem dele faria. Às vezes ela fica envergonhada, ruborizada, perde a fala mesmo quando não precisa emitir sons. Ela tem um único medo, mas a confiança que a acompanha, a certeza de ser e de estar é o que me impressiona a cada novo passo que dou sendo esta pessoa que ele mostrou em mim.
Nunca houve “eu” antes dele. Havia Sol, mas não tinha calor; havia lua, mas não tinha luz; havia chuva, mas não tinha som; havia pessoas, mas eu não as via; havia movimento, mas não tinha energia; havia um presente sem passado, uma vida sem história. Não havia futuro!
Ele incutiu vida a minha existência vazia e me faz gostar de ser quem sou, mesmo não estando onde quero. Ele me dá motivos todos os dias... Motivos pra sonhar, acreditar e agir. É a primeira pessoa na minha mente quando acordo e a ultima quando me deito pedindo a Deus que ilumine os seus passos. Foi ele quem abriu as janelas do mundo e então eu pude ver como é grande lá fora. Ele preenche os meus pensamentos, rouba o todo o meu tempo, confunde tudo o que eu acho que sei e me faz querer sempre mais. A palavra suficiente deixou de ter sentido depois dele...
E se me perguntarem o que é isso, eu francamente não sei dizer, só sei que esta aqui comigo agora, faz parte de quem eu sou, transforma os meus dias um a um. Talvez seja isso o amor, não o amor de corpos: é o amor de almas, o amor da presença constante apesar da distancia, da carência latente e ao mesmo tempo afável, aquela força motriz de ser uma pessoa melhor, de fazer o bem sem recompensa alguma. Amor de laços que não se desfazem jamais, ou talvez eu tenha sonhado...

L.K.

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