quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Balada do Cárcere de Reading

(...)
Eu soube, então, a idéia lacerante 
que o atormenta, e o faz correr,
e o faz olhar, tristonho, o céu radiante, 
radiante, e alheio ao seu sofrer:
de matou aquela que adorava,
- por causa disso vai morrer.

No entanto (ouvi) cada um mata o que adora:
o seu amor, o seu ideal. 
Alguns com uma palavra de lisonja,
outros com um duro olhar brutal,
O covarde assassina dando um beijo, 
o bravo, mata com um punhal.

Uns matam o Amor, velhos; outros, jovens; 
(quando o amor finda, ou o amor começa);
matam-no alguns com a mão do Ouro, e alguns 
com a mão da Carne — a mão possessa!
E os mais bondosos, esses apunhalam,
- que a morte, assim, vem mais depressa.

Há corações vendidos, e há comprados; 
uns amam, pouco, outros demais;
há quem mate a chorar, vertendo lágrimas, 
ou a sorrir, sem dor, sem ais.
Todo homem mata o Amor; porém, nem sempre, 
nem sempre as sortes são iguais."
(...)

No entanto,todo homem mata aquilo que adora, 
Que cada um deles seja ouvido. 
Alguns procedem com dureza no olhar, 
Outros com uma palavra lisonjeira. 
O covarde fá-lo com um beijo, 
Enquanto o bravo o faz com a espada! 

Uns matam o próprio amor quando ainda jovens, 
Outros o fazem na velhice; 
Uns estrangulam com as mãos da luxúria, 
Outros com a mão de Ouro, 
O que é bondoso faz uso do punhal, 
Porque a morte assim vem mais depressa. 

Uns amam pouco tempo,outros demais, 
Uns vendem,outros compram; 
Alguns praticam a ação com muitas lágrimas 
E outros sem um suspiro,sequer: 
Pois todo o homem mata o objeto do seu amor 
E, no entanto, nem todo homem é condenado à morte.

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